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"A História do Mundo Para Quem Tem Pressa" teve uma proposta inicial interessante: contar, resumidamente, o resumo da história em apenas 200 páginas. Embora interessante, o resultado é, no mínimo, curioso: Quando o livro fala de civilizações grandiosas (com os fenícios), cuja cultura se estende por séculos, sendo um dos maiores centros de comércio da época, em apenas um parágrafo, a questão que fica é se era realmente o maior, pra caber em tão pouco espaço; ao mesmo tempo, leva a questão se analisamos a grandeza de uma civilização pelo número de parágrafos ou pelo conteúdo dos parágrafos.

De qualquer forma, o livro vai desde o ano 5000 a.C. até 1950 d.C., citando as várias civilizações que surgiram, o conhecimento que temos, hoje, dessas civilizações, e a sua repercussão. No entanto, como o livro se divide em períodos de tempos, algumas vezes a história de uma civilização -- e suas ramificações -- fica "cortada" no percorrer do livro. Talvez fosse mais interessante pegar uma civilização e seguir o progresso da mesma desde a sua primeira aparição -- no seu primeiro estado -- e seguir até os dias de hoje, passando por suas transformações.

No fim, o livro se torna divertido mesmo nos tempos modernos, onde a abundância de informações permite uma maior "manobrabilidade" do conteúdo. Mas, como tido no começo, o livro sofre com a própria ideia de ser um livro de história com 200 páginas e acaba sacrificando o entendimento em alguns casos.