★★★☆☆

Quando comecei a ler o livro, me lembrei imediatamente de um vídeo do Robert C. Martin explicando regras de progressão de código conforme os testes unitários avançam: antes de explicar as regras, ele passa por todo o processo de "escrever os testes antes do código", mostrando a evolução do código e nesse ponto TDD faz o maior sentido do mundo. Mas quando ele chega nas regras, você fica pensando se a regra realmente faz sentido.

A mesma coisa aconteceu com o livro: Paulo Caroli começa explicando os vários conceitos e método das metologias enxutas e tudo faz sentido e parece ser a melhor coisa do mundo. Mas depois começa a se aprofundar na inception e você começa a pensar que talvez não faça sentido coletar todas as features e definições e examinar tudo com os stakeholders se métodos ágeis funcionam justamente sabendo que as coisas vão mudar no futuro. Do que adianta planejar, discutir, desenhar e tudo mais quando se sabe que, no produto final, nem todas as features desejadas inicialmente serão usadas ou se durante o desenvolvimento não será detectada a mudança no curso e o resultado final será completamente diferente do planejado inicialmente.

E esse ponto em específico nunca é discutido; você fica com um "waterfall" nas mãos sabendo que nem tudo vai ser usado no final -- afinal de contas, essa é a idéia dos métodos ágeis.

Então embora o livro descreva como fazer uma inception completa, com o maior número de acertos possíveis, o fato que uma inception não parece se encaixar na metodologia ágil nunca é discutido.